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O que fazer quando o pet não colabora no ensaio

Se você fotografa pets, cedo ou tarde vai passar por isso.

O pet que não para.

O que se esconde.

O que ignora completamente a câmera.

O que só quer o colo do tutor.

E não, isso não significa que o ensaio deu errado.


Depois de mais de 10 anos vivendo a fotografia pet afetiva, posso te afirmar com tranquilidade: o problema quase nunca é o pet. Na maioria das vezes, é a nossa expectativa, o nosso ritmo ou a forma como estamos conduzindo a experiência.



Primeiro ajuste: solte o controle


Pet não é modelo. Ele não entende que está sendo fotografado, não sabe posar e não tem obrigação nenhuma de “colaborar”. Quando você entra em um ensaio tentando controlar cada movimento, o pet sente. E reage com estresse, fuga ou desinteresse.

O primeiro passo é mudar o olhar. Não pense em fazer o pet se adaptar ao ensaio. Faça o ensaio se adaptar ao pet.


Quando você aceita isso, metade da tensão desaparece.


Observe antes de fotografar

Um dos maiores erros de quem está começando é já chegar clicando.

Antes de qualquer clique, observe.


Como esse pet se movimenta?

Ele é mais curioso ou mais cauteloso?

Prefere ficar perto do tutor ou explorar o ambiente?

Se anima com brinquedos ou se assusta?


Esses minutos iniciais de observação valem mais do que qualquer configuração de câmera. É aqui que você começa a entender como contar a história daquele pet, do jeito que ele é.


Use o tutor como aliado, não como distração

Em vez de afastar o tutor o tempo todo, aproxime.

Muitos pets se sentem mais seguros quando o tutor está por perto.

E segurança gera expressões verdadeiras.


Peça para o tutor interagir. Conversar, fazer carinho, caminhar junto, sentar no chão.

Esses momentos criam cenas reais, cheias de conexão e muito mais interessantes do que um “pet olhando para câmera”.


Fotografia pet afetiva não é sobre obediência. É sobre vínculo.


Diminua o ritmo e respeite o tempo do pet

Quando o pet não colabora, muitas vezes ele só está sobrecarregado.

Ambiente novo, cheiros diferentes, pessoas, estímulos demais.


Respire.

Dê pausas.

Deixe o pet explorar.

Fotografe menos, observe mais.


É incrível como, quando a gente desacelera, o pet acompanha.

E é nesse espaço de calma que surgem os melhores cliques.


Ajuste sua técnica ao comportamento do pet

Nem todo pet vai parar. E tudo bem.

Se ele é mais ativo, adapte sua técnica.


Use velocidades mais altas.

Trabalhe com foco contínuo.

Antecipe movimentos em vez de esperar poses.


A técnica existe para servir à história, não para engessar o ensaio.

Quanto mais domínio você tem da câmera, mais liberdade você ganha para lidar com pets imprevisíveis.


Entenda que colaboração não é obediência

Um pet colaborativo não é aquele que senta, fica e olha pra lente.

É aquele que se sente à vontade para ser quem é.


Às vezes a colaboração vem em forma de uma corrida desajeitada, um bocejo, um olhar de canto ou um carinho espontâneo no tutor.

E essas imagens, na prática, são as que mais emocionam.


O ensaio só dá errado quando você desiste de sentir

Se você entra em um ensaio pensando apenas em “entregar fotos bonitas”, qualquer dificuldade vira frustração. Mas quando você entra com a intenção de contar uma história real, tudo muda.


O pet que não colabora te obriga a estar presente, a observar, a sentir e a fotografar com verdade. E isso, no fim das contas, é o que diferencia um fotógrafo comum de um fotógrafo pet afetivo.

Se você quer aprender a lidar com pets difíceis sem estresse, insegurança ou improviso, meus cursos e mentorias existem exatamente para isso.


Neles eu te ensino a unir comportamento, técnica e sensibilidade para conduzir ensaios com mais leveza, criar conexão real com os pets e transformar situações desafiadoras em imagens cheias de significado.


Com acompanhamento, método e a experiência de quem vive de fotografia pet afetiva há mais de 10 anos, você deixa de reagir aos problemas e passa a conduzir o ensaio com confiança.



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