O que fazer quando o pet não colabora no ensaio
- Clara | Mentora de Fotografia Pet Afetiva

- há 10 horas
- 3 min de leitura
Se você fotografa pets, cedo ou tarde vai passar por isso.
O pet que não para.
O que se esconde.
O que ignora completamente a câmera.
O que só quer o colo do tutor.
E não, isso não significa que o ensaio deu errado.
Depois de mais de 10 anos vivendo a fotografia pet afetiva, posso te afirmar com tranquilidade: o problema quase nunca é o pet. Na maioria das vezes, é a nossa expectativa, o nosso ritmo ou a forma como estamos conduzindo a experiência.

Primeiro ajuste: solte o controle
Pet não é modelo. Ele não entende que está sendo fotografado, não sabe posar e não tem obrigação nenhuma de “colaborar”. Quando você entra em um ensaio tentando controlar cada movimento, o pet sente. E reage com estresse, fuga ou desinteresse.
O primeiro passo é mudar o olhar. Não pense em fazer o pet se adaptar ao ensaio. Faça o ensaio se adaptar ao pet.
Quando você aceita isso, metade da tensão desaparece.
Observe antes de fotografar
Um dos maiores erros de quem está começando é já chegar clicando.
Antes de qualquer clique, observe.
Como esse pet se movimenta?
Ele é mais curioso ou mais cauteloso?
Prefere ficar perto do tutor ou explorar o ambiente?
Se anima com brinquedos ou se assusta?
Esses minutos iniciais de observação valem mais do que qualquer configuração de câmera. É aqui que você começa a entender como contar a história daquele pet, do jeito que ele é.
Use o tutor como aliado, não como distração
Em vez de afastar o tutor o tempo todo, aproxime.
Muitos pets se sentem mais seguros quando o tutor está por perto.
E segurança gera expressões verdadeiras.
Peça para o tutor interagir. Conversar, fazer carinho, caminhar junto, sentar no chão.
Esses momentos criam cenas reais, cheias de conexão e muito mais interessantes do que um “pet olhando para câmera”.
Fotografia pet afetiva não é sobre obediência. É sobre vínculo.
Diminua o ritmo e respeite o tempo do pet
Quando o pet não colabora, muitas vezes ele só está sobrecarregado.
Ambiente novo, cheiros diferentes, pessoas, estímulos demais.
Respire.
Dê pausas.
Deixe o pet explorar.
Fotografe menos, observe mais.
É incrível como, quando a gente desacelera, o pet acompanha.
E é nesse espaço de calma que surgem os melhores cliques.
Ajuste sua técnica ao comportamento do pet
Nem todo pet vai parar. E tudo bem.
Se ele é mais ativo, adapte sua técnica.
Use velocidades mais altas.
Trabalhe com foco contínuo.
Antecipe movimentos em vez de esperar poses.
A técnica existe para servir à história, não para engessar o ensaio.
Quanto mais domínio você tem da câmera, mais liberdade você ganha para lidar com pets imprevisíveis.
Entenda que colaboração não é obediência
Um pet colaborativo não é aquele que senta, fica e olha pra lente.
É aquele que se sente à vontade para ser quem é.
Às vezes a colaboração vem em forma de uma corrida desajeitada, um bocejo, um olhar de canto ou um carinho espontâneo no tutor.
E essas imagens, na prática, são as que mais emocionam.
O ensaio só dá errado quando você desiste de sentir
Se você entra em um ensaio pensando apenas em “entregar fotos bonitas”, qualquer dificuldade vira frustração. Mas quando você entra com a intenção de contar uma história real, tudo muda.
O pet que não colabora te obriga a estar presente, a observar, a sentir e a fotografar com verdade. E isso, no fim das contas, é o que diferencia um fotógrafo comum de um fotógrafo pet afetivo.
Se você quer aprender a lidar com pets difíceis sem estresse, insegurança ou improviso, meus cursos e mentorias existem exatamente para isso.
Neles eu te ensino a unir comportamento, técnica e sensibilidade para conduzir ensaios com mais leveza, criar conexão real com os pets e transformar situações desafiadoras em imagens cheias de significado.
Com acompanhamento, método e a experiência de quem vive de fotografia pet afetiva há mais de 10 anos, você deixa de reagir aos problemas e passa a conduzir o ensaio com confiança.





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